Deve o cristão ser pentecostal?
Autor: Sérgio Fernandes
Publicado no Jornal
Dádivas, nº 02
Fevereiro/1999
Nestes conturbados dias é inconcebível a existência de uma igreja que não seja pentecostal e muito menos a direção de um trabalho evangélico sem a presença do Espírito de Deus. Os questionamentos espirituais relacionados aos ensinamentos bíblicos necessitam de uma inspiração do alto e isso favorece aos dirigentes a conduzirem a pregação para preencher as lacunas eliminando dúvidas que, porventura, povoam a mente dos servos de Deus.
Os cristãos de hoje em dia podem ser separados em dois grupos: sensitivos e sensoriais. Os sensitivos possuem uma característica especial, marcante e indelével, qualificados na sensibilidade daqueles que os contemplam, e, espiritualmente, os medem como possuidores de luminiscência. Estes são crescentes e desenvolvem, com mais facilidade, os dons do Espírito Santo. Os sensoriais são os mais acomodados e passam pela vida espiritual à sombra dos revestidos, utilizando do escudo do seu irmão para alcançar as graças e as bençãos, essenciais à sua sobrevivência espiritual. Como pentecostal sensitivo, vivo nos horizontes do reino da divindade usufruindo das migalhas de seu derramamento, e isto me conforta na sustentação de minha espiritualidade. Os acenos recebidos do Rei através de sonhos e revelações me colocam numa situação confortável, pois através de minha caminhada, posso pontuar os meus passos, e postular, como muitos, a candidatura a uma “vaga” no reino celestial que será implantada no milênio do Senhor. Os pentecostais são avivados e repousam à sombra do Altíssimo. Em comunhão tão íntima e fraterna que o Senhor se inclina, suavemente, para ouvir as suas orações, cânticos e louvores.
A quem é muito dado, muito será cobrado, e provado, como o ouro, para a eliminação de impurezas, que enodoam um véu diáfano daqueles que são os fiéis servidores do Rei. Ao sermos remidos e lavados no sangue do Senhor, ficamos sob a guarda e proteção do Espírito Santo, para prover de todas as necessidades espirituais do nosso dia a dia. O Consolador habita no coração dos eleitos, transformando-os num templo, para direcionar as suas atividades nesta seara, preparando seus servos para dirigir e serem dirigidos nos incertos dias de hoje.
O Batismo do Espírito Santo é algo imensurável e inexplicável para uma pessoa de denominações tradicional, pois estas não vivem na comunhão especial dos eleitos, aleluia, glórias ao nosso misericordioso Deus. Igrejas Pentecostais são as meninas dos olhos de Deus, biblicamente citada com a noiva, apostolicamente herdada dos discípulos de Jesus, chega até a nossa geração, trazendo uma nova concepção de vida e esperança de um habitáculo celestial. “Eis que estou a porta e bato”, abra-a e permita uma visita do Rei dos Reis, resigne-se na humildade dos justos e prepare-se para o Batismo do Espírito Santo, sensível, vivenciado, ouvido nas diversas manifestações, pelo seu dinamismo e poder de glórias, algo inimaginável na mentalidade humana. As igrejas pentecostais buscam um aprimoramento contínuo de suas atividades, fugindo das acomodações que existe no meio dos que não fazem parte deste mundo glorioso, de perfeita comunhão, em busca do sonhado reino milenar de Cristo. Visitas contínuas de irmãos revestidos têm “contaminado” outras denominações, e estas começam a presenciar manifestações do alto e, tempos depois, entram no restrito círculo das igrejas avivadas.
Esse Jesus de infinita misericórdia não verticaliza os seus eleitos. Coloca-os numa linha horizontal, fechando, em seguida, o círculo, caminhando de sua parte central para todos as direções, pois pagou um preço igual para resgatá-los deste mundo pecaminoso. Os ardís das potestades do mal, para confundir e enganar os eleitos, difere, nesta avaliação, em muito, de nosso eterno e glorioso Salvador, criando no meio evangélico, categorias diferenciadas, tentando desviar aqueles que são caracterizados como fracos na fé.