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O que é o Movimento Nova Era

O que é o Movimento Nova Era?

Autor: Sérgio E.G. Fernandes

Publicado no Jornal Dádivas, nº 03

Março/1999

            Beirando os 30 anos, o movimento Nova Era tem tirado o sono dos estudiosos e já tomou conta de todos os setores da mídia e da sociedade.  O fenômeno não possui nenhuma base para ser estudado, não é uma doutrina religiosa e muito menos uma manifestação cultural. Tudo não passa de “novos conceitos” de se lidar com a vida e a sociedade. A maleabilidade que possui faz com que ela se adapte a qualquer estudo, qualquer inspiração cultural e a qualquer comunhão espiritual. Os adeptos deste movimento, os quais serão citados ao longo do trabalho como new agers, outorgam suas raízes a russa Helena Blavatsky, uma estudiosa que se iniciou nas religiões orientais e através delas dizia manter contato com os “Mestres Cósmicos” (Ef 6.12). Segundo ela, estes seres propunham colonizar a Terra, só que para isso seria necessário que algumas metas fossem alcançadas, como a existência de um único governo mundial, uma única moeda e uma única religião mundial. E para que estes objetivos fossem concretizados, eles deveriam se manter em segredo por 100 anos, e após, se apresentarem ao mundo. Então, no ano de 1975, o movimento Nova Era apresenta-se ao planeta. Durante esse século de reclusão, financiaram as duas grandes guerras, lançaram o movimento hippie, criaram o nazismo e a matança dos judeus, a expansão das religiões orientais, como o hinduísmo e o budismo, além do fim da “era de peixes”, a qual Jesus Cristo é o Messias.

            Uma de suas bandeiras é o tão falado Ecumenismo, a união entre as crenças baseando-se em fatos comuns, a exemplo o fato de que todas as religiões professam a existência de seus respectivos “messias” (no caso, Jesus Cristo para cristianismo, Buda para o budismo, Krsna para o hinduísmo, Maomé para o islamismo), a existência comum de um paraíso, a volta do messias (segundo os seus ensinamentos, todos os messias serão unificados em uma mesma pessoa, a qual chamam de Lord Maytrea, e este não será o messias do Cristianismo, pois Jesus levará da Terra todos os cristãos, pois estes não alcançaram espiritualidade suficiente para a próxima era, que seria a de aquários). Observa-se que o “arrebatamento” da igreja de Cristo é aceito, porém por uma ótica de despreparo espiritual. Na prática, o Ecumenismo já é realidade. As religiões orientais possuem bom diálogo entre si (budistas e hinduístas professam basicamente a mesma fé), o catolicismo romano e o islamismo também chegaram a uma união (pois dizem servir  um mesmo Deus, Jeová para os cristãos e Ala  para os islâmicos). O próprio papa já foi consagrado a Shiva, a deusa hindú da destruição. Os cristãos protestantes e os judeus são severamente condenados por não aceitarem esta união. Se o próprio Jesus Cristo disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim”  (João 14.6) , não seria uma “armadilha sublime”, este tão sonhado acordo entre as religiões? A manifestação ecumênica tem a completa aprovação da sociedade, pois a  fé têm sido assunto para muitas dores de cabeça, pois se tornou algo tão defasado pela mídia e pelos movimentos iluministas e humanistas, que qualquer coisa pode ser considerada religião. Os seres humanos ganharam de Deus o livre arbítrio de fazerem o que bem entenderem de suas vidas, só que para se salvarem sua decisão por Cristo deve ser feita  aqui na Terra. O esoterismo também é fortemente usado para propagação dos ideais new agers. Qual de nós nunca consultou cartomantes, tarólogos, quiromantes, horoscópos, etc. Perdeu-se em muitos cristãos a comunhão com Deus através do Espírito Santo. Nos conceitos esotéricos, não há Deus, porém, existe uma energia interior que cada ser humano possui, e que precisa ser desenvolvida, através de meditação, energização, cristais e recitação de mantras (sons sem sentido aparente, que invocam deidades hindús).

            Portanto, peço aos cristãos que abram os seus olhos e observem bem o caminho que tem trilhado, pois a Nova Era é

a maior armadilha satânica da história do Cristianismo.